Como controlar a Ansiedade

A palavra ansiedade tem origem no latim anxia, que significa estreito, apertado.  A sensação que a ansiedade produz é semelhante a um sufocamento,  uma pressão continua e persistente na mente. Se você está ansioso, nada adianta, você pode estar no lugar mais bonito do planeta, com as pessoas que você mais ama, fazendo uma atividade que lhe agrada muito, mas a ansiedade irá lhe roubar toda e qualquer possibilidade de alegria e descontração. E então: há como controlar a ansiedade?

Antes de responder essa pergunta, e sim há um resposta, precisamos fazer com que você entenda o que realmente é a ansiedade e como ela consegue entrar na vida de todas as pessoas que conhecemos.

A ansiedade é um sentimento e como todo o sentimento ela pode gerar diversos efeitos na vida de quem o sente. E quais são os efeitos? A lista é enorme, os psiquiatras e médicos relatam desde problemas cardíacos e doenças auto-imunes  a simples ruídos no ouvido e diarreia. A diversidade das manifestações que a ansiedade tem no corpo é explicada pelo simples fato de que somos todos diferentes um do outro.

Tipos e Sintomas da Ansiedade

Então vamos lá, existem basicamente dois tipos de ansiedade, a momentânea e a crônica. A ansiedade momentânea é causada pela relutância em enfrentar uma situação em específico, uma prova, uma entrevista de emprego, uma apresentação no trabalho. Chamamos de “momentânea” porque no momento em que a situação de tensão passa a ansiedade vai embora.

A ansiedade crônica é um sentimento que pode acompanhar a pessoa por vários meses, períodos e até a vida inteira. Ela tem causas mais profundas e inconscientes, as pessoas não conseguem explicar porque a sentem.  A ansiedade crônica pode ser causada por uma fobia ou medo, como o  medo do futuro, medo de ser rejeitado, medo da morte ou do desconhecido” ou por um acontecimento traumático.  A cura para ansiedade crônica é mais difícil, mas controlá-la e extingui-la não é de maneira nenhuma impossível.

Qual a causa disso tudo?

Para você conseguir controlar e entender a cura para ansiedade você precisar saber o que a causa.

Você já parou para pensar porque o sentimento de ansiedade existe no mundo? Porque ele está presente em todas as épocas, em todos os países, nos lares, nos escritórios, nas praças e no coração de cada ser humano? Bom, a resposta é encontrada em um livro antigo, um livro que fala da origem de todos nós. Este livro conta que fomos criados por um Ser pleno em bondade, este Ser nos chamava filhos e nós o chamávamos Pai.

No princípio de tudo nos sentíamos seguros, tínhamos um pai todo poderoso e capaz de oferecer cuidado e proteção. Desfrutávamos de todo o amor e descanso de que nosso coração necessitava. Nesse tempo, não existia mal, e não existia ansiedade. Você consegue imaginar? Usufruíamos da mais pura alegria.

Infelizmente, através de nossas próprias escolhas, optamos por nos rebelar contra nosso Pai e desde esse momento o mal entrou no mundo e o planeta aos poucos se transformou em uma arena de dor, egoísmo, orgulho e destruição. O mal introduziu a separação entre a raça humana e o Pai e a partir desde momento a ansiedade encontrou seu lugar em cada coração humano.

Pense por um instante, a ansiedade nada mais é do que a sensação de “ estar a deriva” diante da vida. Você sente que está por sua conta e risco, não há ninguém, nenhum Ser que possa lhe proteger, lhe cuidar. É você, um frágil ser humano, contra todas as forças do universo. Você está sujeito a doenças, a rejeições, a guerras, a violência e por fim a morte. É isso, que no fim das contas nos aflige, não somos mais filhos, não temos mais um Pai. E não temos mais como controlar nossa ansiedade.

As preocupações que nos matam

Você está doente do fígado. Com dor de cabeça, uma crise aguda de asma. Você está com úlcera no estômago ou então Seus cabelos estão ficando brancos. Seu rosto começa a enrugar-se ou ainda você está cansado e triste: “Quantas preocupações!” — “Estou sobrecarregado!” — “Nunca mais terei sossego!” e arrasta um pobre corpo sempre contraído e doloroso, um coração esmagado, que vive porque é preciso viver, mas que não sabe o que é a alegria e a paz. Em grande parte, não seria porque você está cheio de preocupações, de aborrecimentos que você vem recolhendo e acumulando há anos, que o roem, que o consomem, e que o desagregam silenciosa, mas implacavelmente? O que o abala não são tanto os golpes que você recebe do exterior, mas tudo que de mau você encerra em si, e que borbulha, fermenta, apodrece. O ciúme que o morde, tanto aquele que você admite francamente, quanto o que se esconde atrás de suas tristezas, suas mágoas, suas palavras, seu mutismo. O despeito de não brilhar, de não ser notado, preferido, o medo de tal pessoa, acontecimento, tentação e medo de desagradar, de fazer “gafes”, de falhar . A cólera e a. vingança: ele me pagará, isso não ficará assim, ah! se eu o pegasse!. . as dúvidas: não conseguirei, é impossível, muito difícil para mim, ele não me compreenderá. As saudades do passado: se eu soubesse, se fosse possível recomeçar, nunca me consolarei, ai os “bons tempos”, nunca mais…

as mentiras, os ódios, as críticas negativas, as maledicências, as calúnias, as invejas. . . e todo o resto: a ironia que você destila a cada dia em suas palavras, os seus sorrisos escusos, os seus suspiros, suas “rabujices”, seus dar de ombros, ou as suas hábeis mano-_, bras. Esse mal que vive em você ou sai de você fere-o, -ames_ de ferir os outros.

Seu coração é imenso, mas está atravancado como um armário mal arrumado. As gerações passadas aí deixaram suas velharias (como lhe legaram seus móveis) e você o vai enchendo de futilidades ou sujeiras. E também de objetos caros que você quer usar de novo … mas que você teima em camuflar. A lembrança de tal devaneio malsão, daquela leitura, daquele olhar o gosto daquela paixão, a satisfação daquela vingança, o prazer orgulhoso daquele brilhante sucesso… Por que você não se acostuma a frequentemente fazer a revisão de suas lembranças, para encontrar aquilo que deveria ter jogado fora?

Há ainda o mal que você sente, vê, toca. Mas há também aquele que está escondido, que teceu de sua vista, e há também aquele que você desprezou e esmagou, e que lhe parece morto para sempre.

Nisso você está errado. Tudo o que está dentro de você está vivo. Vivo quando você pensa, vivo quando você não pensava, vivo de dia, vivo de noite. E tudo o que está vivo e você e é mau, faz mal.  Não é possível; aquele velho rancor, essa mágoa de minha sensibilidade dolorida; tal incompreensão, desdém, abandono, desprezo; tal decepção em meus negócios, em minhas relações, em minha família… essa tribulação, aquele pecado não existem mais, estão enterrados, não voltemos ao assunto! Não meu caro, eles existem ainda, e mesmo que estivessem mortos, seu cadáver ainda está em você, e seu odor o empesta.

O rato morto no sótão não o envenenará mais . . . quando você o tiver tirado de lá. O prego do pneu de seu carro não furará mais a câmara de ar quando você o tiver tirado. Sua coleção de preocupações de ontem e de hoje as pequenas e as grandes, as legítimas e as ilegítimas, não o acabrunharão mais, quando você as tiver jogado fora.

Há falsas inquietações, aquelas de que você não deve orgulhar-se e de que precisa definitivamente desfazer-se, pedindo perdão; e há também as preocupações justas: as do Pão a ganhar, as do futuro a assegurar, da educação a dar, da paz e da justiça a instaurar, dos homens a conquistar, do Mundo a salvar. Essas inúmeras preocupações, acumuladas quotidianamente, em cada instante, em cada gesto, em cada encontro, ao menos essas, será que você deve carregar? Não, você é muito fraco. Deixe que outro as carregue. Mas, eu não terei nada que fazer! Sim, você tem que dar! Isso é muito fácil!

É muito difícil ser criança, nada reter para si, dar sempre tudo, mesmo as alegrias — para que o outro tudo carregue. E muito duro caminhar sempre ao seu lado, sempre lhe dando a mão e tornar-se tão pequeno, tão humilde, tão simples, que possa aceitar ser carregado.

Pobre amigo, quando você compreenderá que não pode carregar NADA sem ele, nem você mesmo?