Você pode se esconder atrás de suas atividades, de sua rotina, da novela, do trabalho, de seu próprio medo, mas mais cedo ou mais tarde terá de responder a pergunta: O que significa a vida? Qual o sentido da existência humana nesse planeta e o que eu estou fazendo com a minha própria vida?

São perguntas muito difíceis de serem respondidas, mas se não encontramos uma resposta acabamos sozinhos, ansiosos e desesperados frente a morte.

vida

Você pensa:

 quando tiver um carro bom, quando comprar aquela casa, quando fizer aquela viagem, quando tiver aquela casa, ficarei satisfeito, serei feliz.

Abra o obituário do jornal e você encontrará dezenas de pessoas ricas, donas de patrimônios inestimáveis que tiraram a própria vida.

Você pensa: Quando tiver sucesso, quando minha carreira decolar,quando ficar famoso

Mas logo você fica sabendo que o maior recordista olímpico  foi internado em uma clínica de reabilitação psíquica ( como foi o caso de Michael Phelps esse ano) e um dos maiores nomes do cinema como Robin Willian acabou cometendo suicídio em 2014. Inúmeros nomes da fama e do sucesso já  caminharam para o mesmo fim.

A verdade é que você pode atingir todos os itens da sua lista de desejos, e ainda assim se sentir vazio. O único caminho para satisfação é viver uma vida que signifique alguma coisa.

Você olha ao redor, procura uma resposta. Mas o que realmente encontra é um mundo bastante controverso. Será que existe alguma resposta? Não será a necessidade de um sentido apenas uma arrogância imensa de nossa espécie? No fundo, não somos diferentes dos demais animais?

Será que estamos na terra apenas por um breve momento, para dar continuidade a nossa espécie e depois dar lugar a outra geração para que está também se reproduza e morra?

Bom, mesmo não estando muito certo sobre o fato de existir uma resposta definitiva ou não ao sentido da vida, você  continua com a sua, acorda todos os dias movido por algum  propósito que lhe parece razoável  ou na maioria dos dias, simplesmente faz o que todo mundo está fazendo.

A maioria das pessoas, durante a juventude, parece estar convencida de que o propósito da vida é curtir o momento, experimentar e lutar por tudo que possa lhe dar mais alegria e prazer. Isso pode até parecer verdade durante algum tempo, mas quando a velhice chega as pessoas começam a perceber que uma vida de prazer ininterrupto não passa de um caminho para fugir do desafio de realmente fazer alguma coisa significativa. O prazer pode ser o que dá sabor a vida, mas não é sua essência. Ao terminar, nada de valioso e real permanece.

Na tentativa de encontrar um significado, muitos se empenham em conquistar títulos, sucesso e inteligência, mas a morte, a senilidade, as doenças são inimigas que a tudo destroem. E depois delas, o que resta? Onde vai parar o brilhantismo de uma mente com Alzheimer ? Ou o talento de um atleta olímpico senil?

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